terça-feira, 15 de novembro de 2011

SWU 2011 - Uma geral sobre a estrutura do evento

Ahhhhh!! A ida para o primeiro dia de um festival é só alegria! Todo mundo descansado, empolgação total, curiosidade para conhecer a estrutura, ansiedade pra assistir shows inéditos, uma maravilha!! Nem dá pra imaginar o estado em que a gente vai ficar depois de três dias.
O trauma do frio no SWU do ano passado me fez chegar neste ano com calça jeans grossa, camiseta preta e casaco jeans. Olhando a meninada chegando só de bermuda e camiseta eu ficava achando graça. Na verdade, depois me manquei que eles também estavam rindo de mim e do meu irmão, e quem estava com a razão eram eles. O sol estava de rachar e fez um calor da moléstia no primeiro dia... Nos outros dias, mesmo com as pancadas de chuva, continuava quente. Sem contar que o calor dentro de uma capa de chuva dispensa qualquer casaco.
A estrutura deste ano chamou a atenção por ser bem mais prática que a do ano passado. O local em Itu era mais bonito, super arborizado, clima bem natureba mesmo. Mas o acesso era uma bosta. Uma estradinha de terra pra entrar, outra pra sair. Com toda a turma dos acampamentos chegando e precisando cadastrar no sistema, e o Rage Against The Machine fechando o set, a multidão que engarrafou as vias fez a experiência de chegar e sair no primeiro dia do SWU do ano passado inesquecível de tão horrorosa. Neste ano, ao chegar no Parque 500 em Paulínia, sem sombra de congestionamento, e com menos de 5 minutos de caminhada para chegar na entrada do festival, não dava pra acreditar. Que felicidade, que felicidade!
Outra coisa que chamou a atenção foi o tamanho da estrutura. O negócio era uma verdadeira cidade mesmo. Havia uma segunda área de alimentação gigantesca que eu só fui descobrir que existia no terceiro dia.
A tenda eletrônica me pareceu igual à do ano passado. O pessoal que é fiel ao estilo é muito específico, eles passam praticamente o festival inteiro balançando no bate-estaca, nem vêem o que rola nos palcos. Mas o importante é ser feliz, não é? Agora, com menos de uma hora de abertura dos portões já tinha um gaiato doido de ácido perdido em um banheiro de 5m x 3m perguntando como saía.
O palco alternativo cresceu muito em relação ao ano passado. Palcão mesmo, ao ar livre, preparado pra receber coisa grande, como realmente rolou. Pra mim, rolaram alguns equívocos na escalação dos times dos palcos principais e do alternativo, mas vamos deixar pros outros posts.
E depois de uns 10 ou 15 minutos de caminhada a partir da entrada, chega-se à área dos dois palcos principais. Ao invés de um ao lado do outro, como no ano passado, um de frente para o outro, a uma distância de aproximadamente 450 metros (segundo a produção, mas deve ser mais ou menos isso mesmo). Ouvi gente que não gostou, mas eu achei muito melhor, principalmente pra quem não faz questão de ficar no gargarejo. Acabava uma banda, a caminhada para o outro lado durava praticamente o tempo dos comerciais nos telões. No ano passado, para ir da lateral de um palco para o lado oposto do outro palco, chegava-se a perder duas ou três músicas. Você escolhia se queria perder da banda atual ou da próxima.
Também achei melhor o fato de toda esta área dos palcos principais ser asfaltada (se fosse gramado que nem no ano passado o último dia teria sido um inferno muito maior do que já foi...), ser plana (as caminhadas no morro do ano passado acabavam com a gente nas atrações finais) e ainda contar com uma arquibancada gigantesca, original do parque, que salvou muita gente nos momentos de chuva forte.
O povo da área vip deve ter xingado muito. Acho que o trauma com o Rage no ano passado fez com que a organização desistisse de criar aquela área exclusiva perto de cada palco, e eles ficaram em uma tenda lateral sem nenhuma vantagem em termos de visibilidade. Da arquibancada era até melhor. Pagaram R$800 pra comer e beber de graça, mas haja estômago pra valer a pena. Agora, sinceridade? Eu dei foi risada. Pessoal da área vip tem mais é que passar raiva mesmo, assim o povo acaba de vez com essa babaquice.
Mas, no resumo, a estrutura deste ano era melhor, mas ainda há problemas graves, alguns reincidentes em relação ao ano passado. A organização tem que pensar melhor sobre esses pontos... Seguem aí os principais, a meu ver.
_ O tamanho exagerado da estrutura dificultava a ida às áreas de alimentação. Era necessário escolher uma atração para perder inteira, dado o tempo de ir, comprar ficha, comer e voltar. Na área do show, a única opção fácil de comida era pipoca, via vendedores ambulantes. Na arquibancada, cheguei a ver cachorro quente e pizza no último dia, também com ambulantes, mas era muito raro e muito comum acabar rápido.
_ Comprar cerveja, água e refrigerante era muito fácil, ambulante pra todo lado, mas caro pacas. Uma lata de cerveja custava R$6 na área de alimentação, R$7 com os ambulantes e R$8 com os ambulantes do gargarejo. Mas a única opção de bebida alcoólica era cerveja Heineken, principal patrocinadora do evento. Havia a variedade chopp, mais leve um pouco, mas Heineken também, cerveja lager, amarga, pra quem gosta mesmo. Eu gosto então beleza, mas quem não gosta (boa parte dos brasileiros, diga-se de passagem) teve que engolir. Ou partir pra coca-cola. Tinha energético Burn (outro patrocinador), mas sem vodka, whisky ou algum outro acompanhamento. Ice, birinight, esses negócios que principalmente a mulherada costuma curtir, nada. Realmente não havia opção. Garrafa de água mineral, 500 ml, custava R$5. E não era Perrier nem São Lourenço.
_ Fora da área dos palcos principais, a maioria dos acessos passavam por gramado. Que ao final do primeiro dia, já vira só terra. E que depois do terceiro dia, com a chuva, era só lama. Lama grossa, escorregadia. A coisa mais comum era ver sujeito com a calça toda suja, ou seja, já havia dado uma chafurdada super legal no lamaçal. Eu mesmo passei por momentos de alta tensão em pelo menos três ocasiões. Em uma delas dentro de um banheiro formado por casinhas de banheiro químico. Imaginou, né? Agora esquece, rápido. Pessoal que foi de carro? Ah, esses se danaram de verdade. A lama nos estacionamentos já era infernal ao final do segundo dia, ao final do terceiro virou o verdadeiro mar de lama. Muito carro atolado, muita calça e tênis para serem jogados fora. A frase mais ouvida era "Que merda!", comumente seguida por "Não cara, é só barro mesmo...".
Nos próximos posts vou falar do que interessa: os shows, caçamba!!!

2 comentários:

  1. Salve Karlei!
    Divertido o seu texto!
    Bem vindo ao mundo dos blogs! Espero que tenha vindo para ficar!
    Abraço

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  2. Excelente texto, Karlei! Quero saber dos shows! L.

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